quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Matthew Lipman

 Matthew Lipman foi idealizador de um programa de filosofia para crianças.
 Felizmente, este sonhador deixou-nos um património cultural sobre a filosofia para os mais pequenos, onde podemos encontrar livros como "Pimpa" ou "A Descoberta de Aristóteles Maia".
Assim, podemos seguir as suas pegadas explorando também os nossos próprios caminhos e fazendo chegar, com ética, moral, de forma responsável e altruísta , a Filosofia às Crianças.


Eu chamo-lhe Filosofia Prática para Crianças e, ao valioso método do ilustre filósofo, adicionei alguns elementos que perspectivei igualmente essenciais para o crescimento saudável das crianças, em termos mentais, emocionais, entre outros.
Para aprender filosofia, de uma forma realmente eficaz, há que praticá-la.


Quando se fala em Filosofia, muitas pessoas têm uma imediata imagem mental de alguém a tragar livros maçudos de nomes difíceis de pronunciar, com uma linguagem tão acessível como a das missas de latim para o povo, e com teorias demasiado difíceis para alguém se dar ao trabalho de as tentar entender. Se já para um adulto parece uma crueldade, deixar que isto chegue às crianças pode parecer um acto de tortura inútil.

Desenganem-se! A Filosofia é algo inerente à alma humana e portanto, posso dizer que existe (pelo menos) um pequeno filósofo em cada um de nós. A filosofia está ao alcance de todos.

Deixando de parte designações exaustivas e imaginando que, num grupo de 10 pessoas, cada uma estava incumbida de libertar uma palavra ilustradora da filosofia, aceitemos o seguinte resultado: Curiosidade, Sabedoria, Questionar, Pensar, Consciência, Responsabilidade, Amor, Antiguidade, Humanidade, Valor.

Não fica por aqui. Cada pessoa possui uma intuição inata que a torna capaz de dar continuidade a esta história.

Curioso é notar que, ao deixar apenas estas dez palavras num quadro, quem entra na sala, mesmo sem explicações prévias ou ligações óbvias, começa a tentar dar-lhes um sentido. Começa a tentar perceber as suas relações e a entender o que se teria passado ali. Por exemplo: "Questionar a Sabedoria?", "Pensar a Consciência?", ou seria " Amar a Responsabilidade?". "Valorizar a Curiosidade?" ou "Humanizar a Antiguidade?".


E assim é a Filosofia: cada coisa e todas as coisas.
Como palavras antigas deixadas num quadro, como símbolos deixados numa pedra antiga.

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